Permanência do objeto (ou escalas sem escolhas)
Sem categoria / 18 janeiro, 2017

Se você entrar agora em qualquer site que vende passagens aéreas para o exterior, repare no seguinte: não importa o destino escolhido, sempre haverá uma escala em uma cidade do país sede da companhia aérea. Se voar pela holandesa KLM, vai dar uma parada em Amsterdã; pela Air France, em Paris (ou em Nice); pela British Airways, em Londres. Pessoas se reuniram em algum lugar e decidiram que todo mundo seria forçado a parar nesses lugares. Podemos apenas escolher qual será a nossa escala e talvez nos reconfortar na ilusão da escolha. Isso acontece o tempo todo e nem percebemos. Somos acostumados a encarar essas opções como as únicas opções que temos. É óbvio que não dá para questionar opções o tempo todo. Nosso tempo é limitado e certas escolhas são marginais: quer cobertura extra? Batata frita grande por mais um real? Gelo e limão? Uma das formas mais fáceis de manipulação é apresentar opções binárias. Nada é mais efetivo do que o A contra B, nós contra eles, Corinthians versus Palmeiras. Não nos damos conta de que essas opções são apenas ilusórias, um pequeno grupo de alternativas que alguém selecionou e trouxe já mastigado. É um dos motivos que…

Ser escritor
Sem categoria / 25 julho, 2016

Ser escritor é a mesma coisa que ser qualquer outra coisa, que tentar fazer o que quer e de perseguir os seus sonhos. É apanhar, mas aguentar firme e se levantar. É fazer da queda um salto. É ouvir “não” e entender que é “não ainda.” É estudar e se esforçar para ser a melhor versão possível de si mesmo, melhor do que ontem e pior do que amanhã. É ter a humildade de aceitar os erros e as limitações. É saber pedir ajuda. É saber ajudar. É aceitar as críticas e ignorar as ofensas, e aprender a discernir umas das outras. É cultivar as verdadeiras amizades e não ter medo de podar as ervas daninhas. É almejar as estrelas, mas ficar feliz com o voo. É não criar correntes para si mesmo. É continuar. É viver de verdade. – Rodrigo Assis Mesquita

O que é o plágio?
Sem categoria / 11 junho, 2016

A Lei de Direitos Autorais protege as criações intelectuais fixadas ou não em um suporte, independente de publicação, e assegura ao autor controle sobre a própria obra. Dentre os direitos que lhe são reconhecidos, estão o de reivindicar a autoria sobre a própria obra e o de proibir a reprodução parcial ou total sem prévia e expressa autorização. O plágio caracteriza-se pela falsa atribuição de autoria sobre uma obra criada por outrem. O problema é que a legislação define e consagra a autoria e os direitos de autor, mas não estabelece critérios objetivos para a aferição do plágio. Um critério indispensável e implícito para que uma obra seja protegida é o da originalidade. A originalidade deve se revelar na escrita, na expressão das ideias, do tema, pois as próprias ideias e conceitos não são passíveis de proteção, como regra. Contudo, salvo casos de transcrição da obra original sem citação, é complicado concluir pela existência de plágio. Isso porque o plágio pode ser: (i) direto: cópia palavra por palavra; (ii) indireto: emprega pequenas modificações em relação ao original; ou (iii) conceitual: cópia do espírito da obra do original, de passagens, de acontecimentos; no campo acadêmico, é a apropriação de conceitos ou…

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