Mini-resenha: X-Men – Apocalipse

24 maio, 2016
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Foto: Comingsoon.net

A franquia X-Men é bastante irregular. De cara, boto a culpa na Fox, que tem um histórico de interferência nas produções cinematográficas. Mas, no caso de X-Men – Apocalipse, não sei o que pensar. Bryan Singer dirigiu os dois primeiros e os dois últimos filmes. O filme inaugural é muito bom, tem um tom mais sóbrio e apresenta personagens e situações com as quais nos identificamos e nos importamos. X-Men 2 foi interessante, na época, porque trouxe para o cinema um vislumbre da história do Wolverine. Dias de um futuro esquecido é, no geral, divertido, as lutas são ótimas e o encontro de gerações não pareceu forçado (dava para sentir a empolgação de Ian McKellen e de Patrick Stewart).

Com bons atores e um diretor competente e fã dos personagens, o que poderia dar errado? Infelizmente, tudo. Apocalipse é um vilão complicado, pois é excessivamente poderoso: infere-se que é um personagem extra-terrestre que vive potencialmente para sempre e que tem o poder de manipular qualquer matéria e de entrar na cabeça das pessoas. Ao contrário de Jean Grey, não tem nenhuma restrição. Resultado: ele renasce no presente e passa o filme inteiro sentado numa pedra mandando outros fazerem coisas que ele mesmo poderia fazer. Seu plano? Destruir o mundo. Sua primeira atitude? Jogar para fora da Terra todas as armas nucleares existentes. Parabéns.

A impressão que fica é a de que os roteiristas não tiveram ideia nenhuma. Até visualizo o pessoal se reunindo numa sala, sentado ao longo de uma mesa retangular, falando: “Então, o pós-créditos do último filme é no Egito, o que a gente faz?”, “Hum, Apocalipse?”, “Massa! Vamos rodar! Tem um Starbucks aqui perto, o último a chegar é mulher do padre”

A maioria das cenas não serve para nada e personagens como a Mística, o Fera, o Noturno também não. Metade do elenco poderia ser limado sem prejuízo. Não que os atores sejam ruins, mas não tinham o que fazer. A menção honrosa vai o James McAvoy, que arrancou um pouco de atuação bem do âmago artístico.

Tecnicamente, X-Men – Apocalipse é bizarro. A maior parte dos CGIs é horrível, no nível A Experiência (1) ou Chaves. Não estou exagerando. Os enquadramentos são caóticos, com closes exagerados e muitos ângulos de baixo para cima e vice-versa. As cores e os filtros variam bastante, parece não existir um fio estético.

É uma pena.

Vale a pena ver no cinema? Sinceramente, não. A não ser que consiga descolar um ingresso de graça e olhe lá.

Nota: um grifo morto de desgosto

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