De onde vêm as histórias? – Como e quando surge a inspiração
Sobre escrever / 10 maio, 2016

Em ótimo artigo que pode ler aqui, Nano Fregonese explorou o conceito de repertório, que nada mais é do que o conjunto de experiências que cada um tem na vida e que pode ser aproveitado para contar qualquer história. O escritor e roteirista Fábio M. Barreto, em seu curso de técnicas para escritores, propõe logo em uma das primeiras aulas um pequeno exercício: olhe ao redor, pegue qualquer objeto, feche os olhos e imagine uma história a partir dele. Não importa o objeto, pode ser uma caneta, um mouse, um anel… Com base no curso e nesse exercício, resolvi pesquisar a origem de histórias de que gosto muito. Veja, não se trata do conceito do repertório, tampouco das inspirações ou dos paralelos da história em si, mas de como o escritor ou o roteirista teve a ideia. A história e o roteiro originais do filme Highlander são de Gregory Widen, cujos conceitos e linhas gerais foram seguidos pelos produtores. Na época, ele era estudante de cinema na UCLA e em viagem para a Escócia nas férias de verão, ao se deparar com uma armadura completa, pensou “como seria se esse cara estivesse vivo hoje?”. Daí surgiram os imortais em conflito vivendo…

Douglas Adams e a importância do esforço para escrever (às vezes)
Sobre escrever / 10 maio, 2016

… além da relação com Gaiman e Pratchett e o meu renascimento como escritor Douglas Adams influenciou muito a minha escrita, bem como a comédia, ao lado de Terry Pratchett e Neil Gaiman. Para mim, foi um dos melhores escritores de todos os tempos, além de um visionário (afinal, o Guia é simplesmente um iPad com acesso a uma wikipedia universal). Porém, Adams tinha uma grande dificuldade para escrever. Segundo Terry Jones, ele adorava ideias, mas odiava escrever: “Ele era um escritor muito brilhante. Talvez fosse por isso que odiasse tanto [escrever]: ele se esforçava demais”. Neil Gaiman, outro amigo íntimo, concorda: “Depois que ele morreu [em 2001], eu fui muito entrevistado, perguntaram-me sobre Douglas. Eu disse que não achava que ele tenha sido um romancista, não de verdade, apesar de ter sido um romancista best seller internacional que tinha escrito vários livros que, um quarto de século mais tarde, estão se tornando clássicos. Escrever romances foi uma profissão na qual entrou de ré, ou tropeçou, ou se sentou repentinamente e quebrou”. Admito que tentei encontrar dicas de escrita de Adams, mas não tive êxito. Encontrei apenas várias referências ao seu “ódio” pela escrita e ao amor pelas ideias, à…

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